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Criatividade . Empreendedorismo . Marca Pessoal

Sou empreendedor(a)?

Citando Mark Twain,

“Os dois dias mais importantes na nossa vida são o dia em que nascemos e o dia em que percebemos porquê.”

Hoje cruzei-me com esta frase (ou ela cruzou-se comigo, não sei).

Já a conhecia, mas nunca lhe tinha dado a devida atenção. Talvez porque as coisas têm um momento certo para acontecer, porque só em determinadas alturas é que ganham sentido, transformam-se em mensagens com significado.

Sou uma apaixonada por histórias, por ouvir e contar.

Desde pequena que gosto de ouvir as histórias dos outros, as suas descobertas, as suas experiências. Desde pequena que gosto de contar as minhas próprias histórias.

[Talvez a minha paixão pela Disney venha daqui ou talvez a minha perdição por histórias tenha nascido com a Disney. Não sei.]

Os clássicos Disney (tal como quase todas as histórias de heróis) têm muito vincado este momento de descoberta, de definição pessoal, referido por Mark Twain. É muito claro, o momento em que descobrem o seu propósito de vida. É nesse instante que a história muda, a personagem cresce e a acção acontece.


Lembras-te da história da Pocahontas?

[Não é relevante para o caso, mas só assim naquela: é a minha princesa favorita.]

Lembras-te do momento em que ela canta “Depois do rio o que é que vem?“?

Pois bem, vamos focar-nos nessa música para responder à pergunta que dá título a este texto. Preparada/o?!


1. O mercado é como um rio

A música ensina-nos que as águas do rio estão sempre a mudar; mudando a sua paisagem, a vida em seu redor, escolhendo por onde passam e por onde deixam de passar.

A lei do mercado é igual às águas do rio, está sempre em movimento, está sempre a mudar. Surgem novas correntes, há períodos de seca, épocas de chuva, mudanças de percurso.

Ser empreendedor(a) significa ser apaixonada/o por esta agitação. Ter receio, mas ao mesmo tempo curiosidade. Saber que não temos total domínio sobre todas as situações, mas queremos conhecer cada detalhe.

Ser empreendedor(a) é reconhecer o risco, perceber que não há intervalos para repouso, aceitar o movimento constante e adorar essa adrenalina da aventura.

Parece algo heróico? Até certo ponto.

Ser empreendedor(a) é compreender as correntes e usá-las para evitar o cansaço; mas aceitar mudar de direcção, se disso depender a nossa segurança. É saber que podemos cair à água sem saber nadar e ter de aprender ali mesmo, nesse momento, no meio do medo e do desespero, por sobrevivência. Ser empreendedor(a) não tem nada de mágico: resume-se a trabalho, força de vontade e paixão.

2. “Segurança impede-nos de conhecermos”

O que sustenta o empreendedorismo não é a segurança. A segurança impede-nos de arriscar, de testar, de experimentar. O empreendedorismo é isto: é risco, é descoberta, é aventura.

Ter o próprio negócio significa não ter regras, criar as suas próprias normas.

Sim, verdade. Mas, também significa não ter a certeza de um ordenado ao fim do mês, não ter o subsídio de férias e Natal como um dado adquirido. Significa não saber se vamos ter muito trabalho, pouco ou nenhum. Se vamos vencer ou perder.

Uma coisa garanto: eventualmente, irás perder. Ninguém ganha sempre e há quem perca muito. Não é um jogo, mas tem alguns pontos em comum.

Por isso, se estás preparada/o para os piores murros no estômago, para engolir em seco, para te sentires péssima/o, a/o pior, mas mesmo assim estás motivada/o a continuar…então, BORA LÁ!

3. Sonhar! Ver o que haverá além.

O espírito empreendedor não começa com uma ideia de negócio, começa com a descoberta de um propósito de vida. É a vontade de resolver um problema, a necessidade de criar algo novo, a paixão por um assunto ou tema, que fazem com que nasça um sonho e é desse sonho que deverá nascer a coragem de querer descobrir o que está além do previsto, além do óbvio, além do que existe.

O momento em que nascemos é muito importante, óbvio. Senão não estávamos aqui. No entanto, só começamos verdadeiramente a viver quando descobrimos quem somos, porquê que existimos e qual é a nossa missão de vida, o nosso sonho, o nosso propósito.

Independentemente de te veres ou não como empreendedor(a), lembra-te:

Viver em piloto automático não é opção.

Assume o controlo da tua vida, procura o que te realiza e luta por aquilo que te faz feliz.


Como descobrir o meu propósito de vida?

Na música da Pocahontas, a certa altura, o rio divide-se em dois. Um lado é calmo e tranquilo – representa aquilo que ela tem como garantido, como seguro, como esperado. O outro lado é agitado, incerto – representa aquilo que é desconhecido, a aventura, o sonho, a paixão.

A Pocahontas fez a sua escolha, e tu? O que escolhias?

Não há respostas certas ou erradas. Pensa um bocadinho sobre isto, pensa em momentos práticos, reais, situações que já viveste.


Agora, muda de perspectiva e imagina que não tens de escolher um lado. No entanto, tens à tua frente dois rios, paralelos, independentes. Estão divididos por terra. Um lado representa aquilo que sabes fazer como ninguém, aquilo em que és especialista, incrível, a/o melhor.

[Consegues resumir numa frase?]

O outro representa as tuas paixões, o que mais gostas de fazer, o que te faz vibrar, aquilo que nunca te cansa ou aborrece.

[O que é?]

Imaginando que estas águas se podem juntar mais à frente, onde os teus olhos não alcançam, o que surge como resultado da sua soma?

A união destes dois rios, que se fundem num só, são a tua Área de Destino, sugerida por Jack Welch.

Ok Annie, mas a vida vai além do trabalho.

Verdade, mas conheces melhor forma de viver do que trabalhando naquele que é o teu propósito de vida?


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