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Criatividade . Empreendedorismo . Marca Pessoal

Como vencer a vergonha?

Gostavas de ter mais seguidores nas redes sociais. Gostavas de ter um canal de YouTube, fazer mais Instastories, criar um blog; mas não gostas de ouvir a gravação da tua voz, não gostas de te ver em filme, não sabes se esta exposição é para ti…no entanto, gostavas que fosse.

Trabalho essencialmente com artistas, freelancers e pessoas que têm um sonho e que querem transformá-lo num negócio. Em todos estes casos, o meu conselho é sempre: constrói a tua marca pessoal.

Com isto o que quero dizer é:

Olha para ti como uma marca: define o teu propósito, descobre o teu público e identifica o que lhe podes oferecer.

Depois, marca presença nas diversas plataformas digitais, cria um blog, lança um canal de YouTube. No fundo:

Aparece.

Conquistar seguidores é como conquistar amigos. O nosso público precisa conhecer-nos, precisa saber qual a nossa visão do mundo, o que pensamos, porque fazemos o que fazemos, quais as nossas forças e fraquezas, como os podemos ajudar.

Construir relações online não é muito diferente de construir relações offline. A lógica é a mesma, noutro registo, mas somos humanos e só nos deixamos influenciar por quem consideramos próximo, por quem sentimos conhecer.

Quando explico isto em mentoria, toda a gente compreende. No entanto, quando começamos a decidir ligar uma câmara e começar a filmar, o assunto treme um bocadinho.

“Tenho vergonha” / “Acho que não tenho assunto suficiente” / “Não nasci para estar em frente a uma câmara” / “Odeio ouvir a minha voz gravada”

[Há dias lancei uma dica nos Instastories em que aconselhava fazermos 9 por dia, pelo menos. Imaginas a quantidade de mensagens que recebi num tom de “estás mas é doida!!”? Exato, imensas.]

O incrível é que, na maioria das vezes, quando tento descobrir o que está por trás desta vergonha o que encontro é medo de falhar por causa da opinião dos outros.


No primeiro texto que publiquei aqui, assumi esse mesmo medo. A opinião dos outros limitou-me durante imenso tempo. Tinha receio que me achassem ridícula, idiota, exibicionista, sei lá. O medo impedia-me de agir, de nem sequer tentar.

Sabes o que aconteceu desde o meu primeiro texto?

Recebi mensagens incríveis, comentários que quero guardar no meu coração para sempre. Tive demonstrações de apoio e admiração que jamais irei esquecer. Conheci histórias e pessoas que me deixam imensamente grata.

Mas foi só? Não. Fui (sou, aliás) também tratada como se isto fosse ridículo, como se ter um blog fosse algo vazio, um hobbie, uma brincadeira. Vi o meu trabalho ser tratado como nada e o meu profissionalismo colocado em causa.

Julgas que isto veio de pessoas desconhecidas? Não. Pelo contrário … e é esse o problema.

As críticas dos mais próximos fazem mais barulho que os elogios de uma multidão desconhecida.

No entanto, normalmente, os mais próximos nem são o nosso público, nem são os nossos clientes, nem são as pessoas para quem falamos. Mas, mesmo assim, isso magoa, limita-nos.

Porquê que partilho isto?

Porque quando dizemos que temos vergonha, na maioria das vezes, não sentimos receio de aparecer para quem não nos conhece, temos medo da opinião dos que nos rodeiam, do que vão pensar e dizer, daquilo com que teremos de lidar cara-a-cara.

Quero que percebas que sei o que isso é. Compreendo. Vivo isso na pele.

Mas queres que seja muito honesta?

Vergonha não paga contas e a opinião dos outros não nos define.


Posto isto, as melhores dicas que te posso dar para combater a vergonha são:

1. Os outros que explodam

Sem violência. Sou da paz. Mas, imagina que a Lady Gaga tinha acreditado nos colegas de faculdade que criaram um grupo no Facebook a dizer que ela nunca iria ser famosa! Imagina que a Oprah tinha desistido do seu sonho, porque não se enquadrava no padrão de beleza televisivo! Imagina que a Sara Sampaio tinha desistido de ser modelo por ser demasiado baixa! Imagina que a Cristina Ferreira tinha acreditado que era uma saloia e que o lugar dela era (só) na Malveira.

Imagina todos estes exemplos, imagina tantos outros e pensa: achas que estas pessoas nunca duvidaram delas próprias? Claro que sim. Em algum momento, devem ter-se questionado se isto seria mesmo para elas, se isto iria mesmo acontecer. Mas, na prática, foram lá e tentaram. Não quiseram saber, foram descobrir por elas próprias.

2. Aparece

Aparece, aparece, aparece.

Além disto te ajudar IMENSO na construção da tua imagem de marca, também normaliza a tua própria percepção de ti. Quanto mais vezes te ouvires, quanto mais vezes apareceres, menos estranho será.

É o hábito que torna comum. Por isso, não tenhas medo. Não vai ser logo perfeito, não vai ser logo ideal, mas vai como for, o importante é que aconteça.

3. Descobre o teu propósito

Encontra o porquê de quereres tudo isto. Entende a razão que mais te motiva a começar. Permite-te descobrires quem queres ser, no que te queres tornar, como queres que te vejam.

Se a tua motivação for maior do que tudo, a vergonha vai ser obrigada a desaparecer. Havendo uma razão maior, a tua vontade será inquestionável.

Lembra-te: não há auto-confiança sem auto-conhecimento. Por isso, embarca nesta viagem de sonhos e descobre qual a marca que queres deixar no mundo.

4. Assume a melhor versão de ti

Produz-te, se isso te ajudar a ser mais confiante. Veste a roupa que mais gostas, usa a maquilhagem que mais te favorece, penteia-te da forma com que te sentes melhor. Prepara o teu melhor discurso, pensa na imagem que queres transmitir, identifica os tópicos que queres referir. Sê a tua melhor versão.

Prepara-te para arrasar.

Depois, filma. Começa com os Instastories – porque são uma ferramenta incrível para chegares ao teu público e têm uma validade de 24h.

Grava e regrava quantas vezes quiseres. No entanto, compromete-te a não desistir. Escolhe o melhor ângulo, a melhor luz, a melhor gravação, mas não deixes de publicar.

5. Publica e vai passear

Uma vez tornado público (seja um texto no teu blog ou um vídeo nos Instastories), vai passear, beber um copo de água, relaxar.

Esquece o que fizeste. A sério, retira toda a pressão de cima de ti.

Não penses em quem vai ver, o que vão achar. Faz por ti, para ti e para o teu público. Lembra-te do tópico 1 deste texto.


Lança-te nos Instastories com toda a fé e marca-me para que eu veja!

Quero MUITO ver-te a brilhar!

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