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Como ser mais produtiva/o?

Sou preguiçosa. Pudesse eu não fazer nada e não faria – estaria só no sofá a ver séries, a dormir e a acordar, a acordar e a dormir. Pudesse eu não fazer nada e acordaria todos os dias ao meio dia, deitava-me às 5h da manhã e, se me perguntassem o que fiz, responderia: NADA! Sem vergonha.

Sou aquele tipo de pessoa que se puder engonhar, engonha. Mas à séria. Faço render o peixe como ninguém.

No entanto, não sou filha de pais ricos, não ganhei a lotaria e o BES já sabemos no que deu. (Lembras-te deste anúncio, certo?)

Ou seja, a pessoa aqui tem de trabalhar.

O que tenho de preguiça, tenho de paixão. Vantagem ou desvantagem: sou absolutamente dedicada às coisas quando me apaixono. Torna-se vício. A minha mãe costuma dizer que sobre qualquer coisa faço um doutoramento. Não é o caso, porque não tenho nenhum, mas acho que se entende a big picture.

Aos 22 anos iniciei a minha jornada como empresária e confesso que demorei algum tempo a perceber que se não fizesse por mim, ninguém faria. Apoiei-me muito nos outros e justifiquei alguma inactividade minha por falta de ajuda.

Por isso, no alto da minha experiência (lol) digo-te:

A CULPA DE TUDO O QUE ACONTECE É TUA. SEJA PARA BOM, SEJA PARA MAU. É DA TUA RESPONSABILIDADE.

Por isso, não adianta fazer queixinhas, não adianta lamentar. Não adianta fingirmos que trabalhamos muito, dizer que fazemos imenso, saltar de reunião para reunião a queimar tempo com conversas absolutamente desnecessárias, mostrar o quanto somos sérios e profissionais, se no fim das contas não somos produtivos.

Sempre fui aquela pessoa que os outros acham que não faz nada. Há sempre alguém que trabalha mais, há sempre alguém que é mais ocupado. Da minha parte, estar a trabalhar não é justificação para nada. No fundo, todos acham que ando aqui a passeio. Vale o que vale.

No entanto, para que parte da minha vida seja em passeio (já que gozo da fama, que tenha o proveito), o meu tempo passado a trabalhar tem de ser altamente produtivo.

Como faço? Deixo-te aqui alguns truques:

1. Planeamento

O planeamento é a chave.

Costumo dizer:

Na minha vida só acontece o que está marcado na minha agenda.

Parece exagerado? Garanto que não é.

Numa fase inicial, a minha memória começou por ser a minha agenda, sabes o que acontecia? FALHAVA. Não emitia alertas, nem me organizava o tempo evitando falhas e/ou sobreposições.

Depois passei a ter uma agenda profissional. Sabes o que aconteceu? Falhava compromissos pessoais, porque o foco estava no trabalho.

Hoje tenho tudo agendado, planeado, marcado. Digo: reuniões, consultorias, formações, cursos, eventos, festas, viagens, férias, jantares, TUDO. Mas mais: se tenho um objectivo também o marco na agenda, faz parte do meu calendário.

Por exemplo: se quero chegar aos 2000 seguidores no Instagram, após dois meses de lançamento da conta, essa data está marcada na minha agenda.

Uso o Google Calendar para me guiar, porque me permite trabalhar em qualquer dispositivo com toda a informação sincronizada e zero chatices.

No entanto, usar uma “agenda electrónica” não é suficiente. Para termos todo o nosso tempo bem planeado, precisamos de uma ajuda extra.


Por esse motivo, todas as manhã, inicio o meu dia a organizar a minha to do list diária (uso a App To Do da Microsoft).

Construo o meu dia tendo por base três factores:

Etapas necessárias para a concretização dos objectivos agendados/planeados

Identifico quais as etapas essenciais para a concretização dos meus objectivos (agendados no Google Calendar) e selecciono o que pretendo realizar no dia em que estou. Assim quando chegar à data final, garanto que tenho concretizado o que pretendia com sucesso.

Tarefas que ocorrem todos os meses neste dia

Coloco alertas para tarefas que se repetem no tempo, de forma a conseguir adicionar ao “Meu Dia” aquelas que correspondem à data em que estou.

Por exemplo: pagamentos a fornecedores, pagamento de IVA, Segurança Social, ordenados, etc.

Tarefas pontuais

Tarefas sem ligação às anteriores, mas que são importantes concretizar ou finalizar no dia em questão.

Neste tópico coloco todas as tarefas que quero mesmo fazer, além das restantes obrigatórias – aqui incluo desde assuntos profissionais a pessoais.

Depois, organizo o meu dia por ordem de trabalho: ou seja, coloco as tarefas numa check list pela ordem em que pretendo concretizar.

Em alternativa, há dias, em que para reforçar a minha memória, coloco por ordem de importância. Assim garanto que os meus olhos fixam sempre as primeiras linhas, os assuntos fundamentais.

2. Priorizar o que de facto é importante

Sou muito “família”. Por isso, é muito fácil dispersar-me no trabalho com assuntos pessoais. No fundo, para mim a minha família e amigos estão sempre em primeiro lugar. Isto faz com que, por vezes, me atropele.

Pudesse eu estar em vários sítios ao mesmo tempo e nunca me sentiria culpada. Como não consigo, é imensamente difícil dizer “não”.

Contudo, nem tudo é sempre importante. Em cada momento, há coisas mais importantes que outras. Por isso, temos de priorizar.

Quando o telefone toca, mas estamos a meio de um assunto importante ou de algo que temos mesmo de concluir, devemos atender? Porque não responder com uma mensagem e ligar mais tarde?

Em cada momento, devemos fazer escolhas conscientes. Optar pelo que realmente é importante naquele instante.

Não, não há tempo para tudo. Por isso, é importantíssimo aprendermos a dizer delicadamente e de forma simpática: NÃO! – “Não estou disponível”, “não posso agora falar”, “não posso ir a tal sítio”. Não conseguimos tudo, não conseguimos chegar a todo o lado e mesmo assim sermos altamente produtivos. É impossível.

Por isso, foco: priorizar, sempre.

3. Faz, antes de estares pronta/o.

Uma das minha maiores dificuldades é nunca sentir-me pronta, capaz, suficiente. Sinto sempre que me falta saber mais, estudar mais, testar mais, fazer mais.

Sinto que esta “desculpa” me serviu durante muito tempo para adiar projectos, justificar a falta de velocidade ou mesmo as pausas.

Por isso, a minha maior e melhor dica é:

Vai, mesmo que com medo. Faz, mesmo que não te sintas capaz.

Afinal, nunca estaremos prontas/os, nunca saberemos tudo, nunca teremos completa certeza do que pode resultar da nossa acção.

Afinal, até a Física comprova esta ideia. Lembra-te do que aprendeste na escola com Newton:

Um corpo que está em movimento, permanece em movimento.

Por isso, mexe-te. Faz. Acontece. Depois disso, tudo flui. Garanto.


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